13 de jun. de 2009

Tenho uma coisa extremamente embaraçosa para contar.
Aquele bicho castanho que está na caixa...Não é um pirilampo metamorfoseado. É A PORRA DE UMA LARVA!
Como é que eu não vi logo?!
Passa o dia todo com a boca enfiada nas plantas, a sugar-lhes o floema (eheh estive a estudar).

Além disso, como diabo é que um pirilampo ia mudar de forma de uma maneira tão acentuada?


(risos distantes ecoam...)
Cala-te Aristóteles, que tu dizias que nasciam ratos em roupa suada! (ahah com esta calei-o)



Depois desta introdução em jeito de confissão, vou fazer-vos um piqueno relatório (cruzes!) sobre as minhas descobertas no mundo dos fireflies:

Ora, como é sabido, reiniciei a experiência com 1 novo pirilampo (ver twitter).
E aqui está o que eu verifiquei:
- Na escuridão, se agitar a caixa ou tamborilar os dedos nela, o pirilampo emite luz com uma intensidade estonteante. Instantes depois, se eu não fizer nada, a luz apaga-se progressivamente.
- Se ele estiver a piscar e eu acender o candeeiro, o pirilampo pára de piscar quase instantaneamente.
- A dada altura surgiu um pirilampo na parede do meu quarto (sabe-se lá vindo de onde) e verifiquei que tanto esse pirilampo como o pirilampo em estudo piscavam intensamente, como se estivessem a trocar sinais.

Conclusão do estudo:
- Um pirilampo pisca em situações de perigo e quando encontra um parceiro, e pára de emitir luz na presença de outra luz.

Depois de uma breve pesquisa, vi confirmadas as minhas suspeitas, o que torna tudo ainda mais fascinante!
Os pirilampos piscam tanto para atrair parceiros sexuais como para afastar predadores. Como?
Bem, parece que os pirilampos sabem mal como o raio, e assim que um animal prova um, começa a associar a luzinha pisca-pisca ao sabor horrível da sua fonte emissora.


Os bichos não são fascinantes?

12 de jun. de 2009

(Ok, confesso que saquei este título de um documentário da BBC. Mas achei que se aplicava na perfeição a esta minha humilde descoberta)



Estou neste momento a levar a cabo uma investigação sobre os pirilampos, pequenas criaturas que eu considero realmente fascinantes.

Ontem à noite apanhei um pirilampo e coloquei-o dentro de uma caixa transparente com algumas ervas, numa tentativa de simular o seu habitat, e tapei-a quase totalmente para que não escapasse:

Simulação do habitat do pirilampo


Hoje de manhã não conseguia encontrar sinais do pirilampo, pelo que conclui que ele tivesse escapado e estivesse a deambular pela casa.
Contudo, após uma observação mais atenta, reparei que o bichinho ainda estava na caixa, mas tinha alterado completamente a sua forma:











O meu pirilampo
Um pirilampo normal

Questões que se impõem:
1. Será que os pirilampos mudam o seu aspecto durante o dia?
2. Será que o seu aspecto se deve à falta de oxigénio?
3. Será que o bicho é o mesmo que apanhei ontem à noite?

Termino com uma foto da actual actividade do bicho: Está com a cabeça totalmente enfiada dentro da planta, sabe-se lá a fazer o quê.

Fascinantes, estes bichos...

24 de mai. de 2009

E de repente algo de completamente inesperado acontece e contraria tudo aquilo em que até então acreditávamos, desencadeando todo um conjunto de sinapses cerebrais no nosso interior!

Esta dúvida existencial que impiedosamente me assola e teima em não me abandonar teve a sua bizarra origem a meio desta semana.

Quarta-feira de manhã: Finalmente tinha acontecido. Tanto demorou, que acabei por acreditar que ia durar para sempre. Mas não... Os meus phones tinham finalmente dado de si! Oh que nostálgicos pensamentos assolaram a minha mente naquele instante... A tristeza, a saudade, a insubstituível qualidade do material... Mas que se dane. O meu aniversário está perto e era de maneira que comprava uns headphones daqueles com bass booster. Eheheh

Ora, estes meus planos para comprar uns headphones de boa qualidade (qualidade assustadoramente proporcional ao seu preço) foram completamente forjados quando na manhã de quinta-feira... Os phones estavam completamente reabilitados!

Cantos líricos
: AAAAAAH!!!
Milagre da Santa Padroeira da Apple!


Parvoices à parte, tenho mesmo de descobrir uma explicação para este fenómeno.
And let the quest begin!


Apesar da qualidade HD, estes phones não têm capacidade de auto-regeneração. I'll pass!

***

22 de mai. de 2009

A minha demanda pela invisibilidade começou há relativamente pouco tempo, e persistirá até aos meus efémeros últimos dias de vida. O que significa que nunca encontrarei uma resposta. Porra...

De qualquer maneira, o entusiasmo por esta matéria não me abandona, de maneiras que continuo à procura da invisibilidade à larga escala.


E aqui está o que eu descobri:

Ouro invisível

"As nanopartículas de ouro não tinham sido identificadas antes porque elas são transparentes aos feixes de electrões e são efetivamente invisíveis," diz o Dr. Hough.

Os cristais normais de ouro encontrados nos chamados aluviões apareceram sempre nos microscópios cercados por uma camada escura cuja composição era desconhecida. O que o Dr. Hough descobriu é que essa banda escura é formada por cristais de ouro invisível.

A descoberta é importante para a indústria porque as nanopartículas e nanoplacas que o ouro invisível forma possuem propriedades físico-químicas diferentes dos cristais tradicionais de ouro, permitindo que ele seja estudado com vistas a aplicações tecnológicas.

Essas propriedades são semelhantes às do ouro coloidal, que é produzido de forma sintética e já vem sendo utilizado em testes promissores para a detecção de tumores cancerígenos.


Agora só me resta descobrir qual a composição deste tipo de ouro.

E há mais!

Metamateriais poderão criar "manto da invisibilidade"

"A camuflagem funcionará como se você tivesse aberto um buraco no espaço," diz o Dr. Smith. "Toda a luz ou qualquer outra onda electromagnética será capturada ao redor da área e guiada pelo metamaterial, emergindo do outro lado como se tivesse passado através de um volume vazio do espaço."

Ao contrário de um buraco negro, do qual nenhuma luz escapa, qualquer coisa feita com o metamaterial se tornará um "buraco branco", algo através do qual qualquer radiação - aí incluída a luz visível - atravessará incólume, sem reflexão. As ondas electromagnéticas fluirão ao redor do objecto camuflado da mesma forma que as águas de um rio fluem ao redor de uma rocha no meio.

Eu bem que desconfiava dos buracos negros...



"Olha este!"


***


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Lulz Catz!